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Fazer educação em uma instituição
de ensino formal pressupõe estudo constante e
definição de uma prática consistente
que seja capaz de dar uma identidade filosófica
e pedagógica à instituição.
Esta prática, por ser uma tarefa executada coletivamente
e ainda por atender, além dos interesses individuais,
interesses sociais bem definidos, como a preparação
para o trabalho e a garantia às novas gerações
de acesso e manipulação de bens comuns
(escrita e leitura, por exemplo), exige um conjunto
sistematizado de ações. Nos dias de hoje,
as escolas, ao invés de criar seu projeto individualmente,
podem optar pela adoção de algum projeto
pedagógico já desenvolvido. Optando pela
adoção de um deles, elas consolidam uma
prática fundamentada em um planejamento estratégico
específico desenvolvido fora da escola e, muitas
vezes, já aplicado em outras instituições.
De forma geral, nesta direção, o mercado
vem oferecendo duas opções e há
sempre uma terceira, mais “caseira”:
1o Convênio com um sistema de ensino que vende
soluções pedagógicas prontas.
2o Adoção de livros didáticos
disponíveis no mercado editorial.
3o Elaboração de material didático
próprio, constituído de roteiro particular
de atividades selecionadas de livros didáticos
e ainda das diferentes práticas de outras comunidades
escolares.
A Escola da Criança – Espaço de
Adolescer impõe a si um trabalho diferenciado
de constante releitura desses formatos citados, buscando
a criação de soluções educativas
originais. Consciente da impossibilidade de gerar um
conceito de ensino puramente original, trabalha na busca
de uma síntese própria. Sua motivação
é a criação de uma linha pedagógica
que possa atender às especificidades de seus(suas)
estudantes em cada fase de seu desenvolvimento e ainda
elevar as chances de que o conteúdo informativo,
ao ser ensinado, se transforme em construção
de pensamentos e de ideias novas, capazes de interpretar
e mudar a realidade.
Embora consciente da importância de se submeter
às determinações combinadas socialmente
com fins às exigências de um currículo
básico comum, a Escola vem se organizando para,
cada vez mais eficientemente, usufruir do espaço
de autonomia que cada instituição escolar
tem socialmente para particularizar sua reflexão,
mediante o compromisso de redesenhar a educação,
a partir de seu modo próprio de pensar.
Sendo assim, sua equipe de profissionais trabalha em
rede, aplicando ao seu projeto pedagógico o conceito
de qualidade que leva em conta a necessidade de reconstrução
constante, no ritmo do desenvolvimento de seus(suas)
estudantes e de seus/suas profissionais.
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