|
2.1
Definição das disciplinas oficialmente
portadoras do conhecimento formal em dois agrupamentos
distintos, no que se refere ao status e modo de trabalho
•
Primeiro Agrupamento
Disciplinas geradoras ou disciplinas problematizadoras
– principalmente a serviço do pilar: aprender
a conhecer – Ciências, História,
Geografia, Literatura, Matemática, Física
e Química.
• Segundo Agrupamento
Disciplinas ferramentas – principalmente a serviço
do pilar: aprender a fazer – Língua Portuguesa,
Línguas Estrangeiras, Informática, Artes
e Educação Física.
2.1.1
Modificação do status da disciplina Língua
Portuguesa
Será ministrada
dentro de cada uma das demais disciplinas e não
de forma isolada. Ou seja, os professores de Língua
Portuguesa terão seus horários diluídos
dentro das demais disciplinas, de acordo com agendamento
e planejamento prévios, dentro da estrutura de
trabalho montada previamente. O objetivo maior é
que se atenda às necessidades do estudo da Língua
dentro dos contextos específicos, ou seja, que
os conteúdos linguísticos sejam trabalhados
diante das necessidades e não de aulas que simulem
necessidades. Exemplo: A escrita e reescrita do texto
“relatório” serão aprendidas
na disciplina de Ciências diretamente no uso deste
tipo de texto3.
2.1.2
Organização do “Repertório
Básico da Língua Portuguesa”
Este é um documento
cuja base principal foi elaborada no transcurso do ano
de 2009 pela própria Escola. Como seu próprio
nome insinua, ele define um repertório básico
extraído da lista de conteúdo comumente
trabalhada em Língua Portuguesa e visa apontar
o conteúdo básico da Língua, cujos
aspectos a Escola entende que precisam ser objeto de
trabalho intensivo por parte de toda a sua equipe para
que sejam instalados no repertório dos(as) estudantes.
2.1.3
Aplicação do “Repertório
Básico da Língua Portuguesa”
A Escola promoverá
treinamento do conteúdo básico deste documento
a todos os seus professores, de forma contínua
e de tal modo que seja garantida sua circulação
informal (oralmente) e formal (nas atividades). A meta
é que seu conteúdo se torne claro e de
domínio corriqueiro dentre profissionais e estudantes,
em todas as atividades, deixando de ter um caráter
apenas de “conteúdo de aula” para
fazer parte das rotinas escolares e, consequentemente,
do dia a dia dos envolvidos.
2.1.4
Modificação do status da disciplina Informática
Iniciando-se nos 4º
e 5º anos, com “Introdução
à Informática” e “Habilidades
Básicas de Digitação”, seguirá
no exercício dos conteúdos de Windows
XP; Multimídia; Word; Internet; Excel; PowerPoint;
Access; CorelDraw e PhotoShop do 6º ao 9º
ano. Espera-se deste procedimento que os(as) estudantes,
ao final do 9º ano, tenham recebido a capacitação
que, no mercado em geral, corresponde ao curso de “Operador
de Computador”, prontos, inclusive, para a assimilação
das vertiginosas opções emergentes nesta
área. No entanto, que cada “conteúdo”,
ao invés de um curso teórico, ajude a
viabilizar o estudo das diferentes disciplinas, como
por exemplo: Excel na Matemática e na Geografia.
2.1.5
Ampliação do acervo de recursos multimídia
da Escola.
2.1.6
Modificação do status da disciplina Artes
Será ministrada
dentro do Núcleo de Formação e
não através de aulas formalizadas e isoladas.
Música, Artes Plásticas, Cênicas
e outras estarão a serviço das ações
a serem promovidas na Formação.
2.1.7
Retomada do incentivo ao exercício do pensamento
filosófico
O trabalho escolar precisa
demonstrar uma preocupação com os conteúdos
de estudo, mas também com o desenvolvimento da
capacidade de pensar cada vez melhor e por conta própria.
De acordo com especialistas sobre filosofia para criança4,
a base que dará suporte a isto envolve dois hábitos
primordiais: O pensamento reflexivo e o hábito
do diálogo investigativo. O pensamento reflexivo
é aquele que, diante de uma afirmação,
busca sempre aspectos que são capazes de garantir
o que está sendo afirmado. Para isto, aprende
a buscar os fundamentos das suposições
e dos significados de cada conceito usado perseguindo
os significados dos conceitos que estão sendo
utilizados, e ainda aspectos como consistência
e coerência das afirmativas. Quanto ao diálogo
investigativo, ele se opõe à cultura da
cópia, em tempos de fotocópias e internet,
pois diz respeito a uma postura frente aos conhecimentos
já produzidos que proponha que professores e
estudantes, ao fazerem contato com esses, os reconstruam
e os redescubram em si mesmos e por si mesmos, transformando-os
em uma nova produção de conhecimento.
A Escola entende que o que determinará sucesso
neste quesito será, principalmente, o formato
dado por Professores, Assessoria e Direção
Geral às atividades e ações propostas
aos estudantes.
2.2
Criação do Núcleo de Formação
O Núcleo de Formação
na Escola corresponderá a ações
e atividades que tenham como objetivo tornar explícita
e intencional a contribuição da Escola
na formação do caráter dos seus
estudantes, através do exercício de princípios
universalmente compreendidos como do bem5 . A Escola
entende que viver é fazer uma caminhada moral
e espiritual, muito além da escolarização
e do aperfeiçoamento intelectual muitas vezes
almejado e até, em alguns casos, supervalorizados.
A Escola entende também
que a solidez da educação do caráter
de uma pessoa ainda é adquirida prioritariamente
em casa, mesmo com tantas horas passadas fora dela,
comum no nosso formato social pós-moderno. Mas,
acredita também que as relações,
os gestos e as ações humanas vividas no
recinto da Escola não são expressão
do intelectual puramente, mas de traços do caráter
de cada pessoa envolvida.
Em tempos de bullyng e
solidão cada vez mais crescente nos ambientes
escolares, a Escola sabe que precisa favorecer uma educação
que vá além dos conteúdos formais
escolares e que contribua de forma consciente e amorosa
para que se conviva em seu recinto com influências
morais e éticas importantes. Para ela, isto se
dá através do exercício do coração
e da mente na direção do Bem.
Por isso, o Núcleo
de Formação da Escola pretende sistematizar
os formatos das influências morais mais importantes
que atualmente estão periféricos e pouco
sistematizados nas suas ações, e vêm
contribuindo para que tais ações estejam
no nível do “apagar de incêndios”,
diante dos muitos mal-estares que se dão nas
relações diárias dentro da Escola.
Tais ações
tomarão corpo em atividades de Expressão
da Espiritualidade, de Trabalhos Sociais, Humanitários
e Artísticos que serão promovidos. Sua
expressão estará ligada a atividades das
Artes Plásticas, Música, Dança,
Cênicas, Literatura e Filosofia. Ao longo do ano,
a coordenação desse processo estará
a cargo da Direção Geral da Escola, da
Assessoria Psicopedagógica da Escola, Professores
do próprio quadro de profissionais da Escola,
Profissionais Convidados, Pais de Alunos(as) e dos Próprios
Alunos6.
2.3
Trabalho semanal conjunto da Assessoria Psicopedagógica
e Professores para Planejamento das aulas
No transcurso de 2009,
a Escola iniciou a organização de uma
equipe de Assessoria que possa, junto com a Direção
Geral, se responsabilizar pela implementação
do pensamento pedagógico e psicopedagógico
definido como princípios da Escola.
A Assessoria terá
a função de acompanhar os professores
na preparação e execução
das aulas. Além disso, deverá também
ministrar aulas e favorecer discussões e reflexões
de cunho pedagógico, psicopedagógico,
filosófico e espiritual junto a grupos de alunos(as)
e/ou a aluno(a) individualmente.
Quanto aos professores
e professoras do 6o ao 9o ano passarão a ser
remunerados(as) para, fora de seus horários com
os(as) alunos(as), participarem de planejamentos e trabalharem
na preparação de aulas que passarão
assim a ser criadas por equipes multidisciplinares.
2.4
Reformulação dos formatos para os cenários
educativos além da sala de aula: Os Estudos de
Meio
Para conhecer o posicionamento
da Escola em relação aos Estudos de Meio,
leia o item 9 (Cenários Educativos Além
da Sala de Aula – Os Estudos de Meio), do caderno
“Manual de Matrícula 2010 – Diretrizes
de Funcionamento”.
2.5
Continuidade da montagem do Material-Guia Didático
usado pela Escola em 2009
O material-guia didático
usado pela Escola em 2009 foi composto de acervo de
atividades construídas pela Escola, acervo de
atividades reconstruídas na Escola, mas advindas
de pesquisa bibliográfica em publicações
paradidáticas e em livros didáticos devidamente
selecionados, acervo de atividades transportadas de
propostas de outros autores e recolhidas através
de pesquisa bibliográfica, com citação
de bibliografia.
O material-guia foi apresentado
através de apostilas, livretos e conjunto de
atividades que foram coladas nos cadernos, montados
no setor gráfico da própria Escola. Para
o funcionamento de 2010, do 6o ao 9o ano, o trabalho
passará por uma reformulação que
signifique avanço no que a Escola propõe,
guardadas as devidas limitações impostas
pelo processo de reformulação do seu projeto
como um todo.
Sendo assim, as decisões
quanto ao material-guia a ser utilizado em cada disciplina,
serão um esforço conjunto de direção
geral, assessores(as) e professores(as) responsáveis
pelas disciplinas específicas. Isto significa
que poderá não haver uma uniformidade
no material, sendo possível que em algumas disciplinas
sejam utilizados os mesmos materiais de 2009 e em outras
se avance com os modelos, dependendo das especificidades
de cada grupo de trabalho.
2.6
Modificações práticas relacionadas
ao Sistema de Avaliação
2.6.1
Retirada do Simulado
Adequação
de parte das avaliações ao modelo do ENEM,
conforme tendência da orientação
governamental.
2.6.2
Aplicação de provas voltadas aos modelos
oficiais todas as 4as feiras
Cada 4a feira uma disciplina distribuirá parte
da sua pontuação em provas que exercitarão
o modelo ENEM, conforme calendário prévio.
3Para um maior aprofundamento
neste formato, sugerimos a leitura da obra: Neves, I.
C. B. e outros (Orgs). (1998). Ler e Escrever –
Compromisso de todas as Áreas. Porto Alegre,
RS, Editora da UFRGS.
4Kohan, W. O. & Waksman,
V. (Orgs.). (1999). Filosofia para Crianças –
Na Prática Escolar – volume II. Petrópolis,
RJ, Editora Vozes.
5Para uma introdução
ao tema, leia: Declaração de Ética
Mundial – www.weltethos.org (clicar em pdf “português”).
Para aproximar-se da obra de Hans Kung, navegue: www.comitepaz.org.br
6Vide citação de rodapé
nº 2. |